26 de dezembro de 2008

Close your mouth and open up your heart ...

Gente, mais um ano chegando ao fim e esse clima de festa assombrando por aqui. Como se não bastasse a aparição do rato invasor, outros bichinhos resolveram me fazer compania neste Natal. Hoje tinha uma armadeira ao lado do meu travesseiro, quando acordei (lembrete pra mim: chamar o moço que acaba com os bichinhos durante minha viagem).
Hoje é um dia que, por obrigação, todos devem estar felizes, gratos e harmoniosos. Temos que perdoar, comer bem, comemorar algo e confraternizar. Como disse a baixinha, me sinto no filme Esqueceram de Mim.
Poxa, não comemoro o Natal. Ponto. Nada pessoal, nem problema de religião, simplesmente não comemoro. Até puxo a árvorezinha que passa o resto do ano guardada, enfeito tudo bonitinho pro filhote ficar mais eufórico, mas eu mesma não comemoro. E assim foi ontem e hoje.
Chegam mensagens, pessoas desejando muita coisa boa, renovação, e vejo que elas estão mesmo nesse clima de transição. Deixar o que não foi bom pra trás, potencializar o que foi gostoso, mas tem que ser agora?! Sério, chega a ser estranho. Agora tem data pra "renovar a esperança"?! Come on...
Hoje saímos só pra comer alguma coisinha, socializar as novidades, e minha melhor amiga perguntando o que tínhamos feito no super feriado. Ela viajou com o maridão, visita a parentes e tales. A Baixinha ficou em casa dormindo (!!) e a Crica também se juntou ao kit família pra comemorar (!!!). Depois da ceia, saiu correndo aqui pra casa pra gente fazer alguma coisa juntas. Eu, nem preciso dizer, fiquei em casa comendo bobagem e fazendo nada. Sim, não é propriamente programa pro Natal, mas era o que eu tava afim de fazer. Hoje, então, nem se fala. Ócio total...
Depois de voltar do lanchinho, fiquei com essa. Qual é mesmo a do Natal?! Não o motivo oficial de comemoração, não aquele que vai no trabalho escolar da criançada. O que a gente comemora mesmo?? Muita gente se deslocando pra reunir a família e talz, mas qual a comemoração?!
Posso ser eu que estou encerrando meu ano um pouco antes, ou o tal inferno-astral, kharma, cada um chama como quer. Mas acho muito mais legal comemorar sem data. Sem compromisso. Sem reservas e horários. Simplesmente comemorar o que temos de bom. E pra cantar tudo isso, vai um Elvis aí...
"A little less conversation, a little more action please
All this aggravation ain't satisfactioning me
A little more bite and a little less bark
A little less fight and a little more spark
Close your mouth and open up your heart and baby satisfy me
Satisfy me babyBaby close your eyes and listen to the music (...)"

23 de dezembro de 2008

O fim do Ratatoille invasor...

Bem, ontem estava morrendo de preguiça de respirar. Acordei preguiçosa e isso se manteve durante o dia... Depois de um passeio, uma pizza e muita diversão com o filhote, chegamos ao "lar, doce lar" exaustos, tarde. Primeiro pedido do moço quando finalmente se acomoda na cama?? "Água". Lá vai a mãe, meia tonta ainda, levanta, acende a luz, abre a porta e... ve um vulto correndo em cima da bancada da cozinha. Pânico. Quem foi a criatura sem coração que deixou o rato entrar?! E, pior que isso, o que fazer agora que o bichinho estava lutando pra se esconder da gente?!

Deixa eu explicar que sou daquelas que sobe nos móveis quando avista um rato, mas o que fazer com o rato EM CIMA da bancada?? Onde me esconder??

Peguei a água o mais rápido que pude e me tranquei no quarto, tentando (ao máximo) não assustar ainda mais o filhote, que também tinha visto a sombra correr. Super mãe que tento ser, dei a água pro moleque, e corri procurar alguém na minha lista de msn que pudesse ajudar. Pro meu (quase) completo desespero, apenas as meninas. Ok, era tarde, domingão, tinha agito aqui, todos no show, mas porra... ninguém pra me ajudar?! É o universo me sacaneando de novo??

Comecei a conversar com a tia Patty, que sugeriu deixar o rato ali (!!). Sem noção, mas tudo bem. A essa altura eu já tinha transformado meu quarto numa fortaleza a prova de ratos. Nem o Karatê Kid dos ratos entraria aqui...

Depois chega uma amiga, formada em veterinária, que sugeriu a adoção do rato (!!!!!!). Vamos combinar, também não gosto de violência contra animais e talz, mas cada um no seu espaço. Ele invadiu claramente os limites da minha casa, merecia cadeira elétrica. Fosse qual fosse a minha opinião, sozinha não colocaria em prática. E não aparecia ninguém disposto a me ajudar...

Até que um abençoado aparece no msn, aparentemente não estava bebendo no show, nem tinha nada melhor pra fazer. Como eu já estava desesperada 30min antes disso, pedi que ele viesse resolver o problema. Depois de muita risada (dele, claro) e a maior pagação, disse que estava vindo. PC, adoro-te!!

Quando ele chegou, eu passei a jato pela cozinha, correndo mesmo, e só abri a porta antes de subir num armário. Claro que os meninos não entendem isso, e ele se rolava de rir da minha cara, mas garanto a vocês que só pisei no chão firme quando vi o bichinho morto e pendurado pelo rabo. Até permiti que ele escolhesse a forma de matar o invasor, sendo que a mim só interessava mesmo a morte do bicho.

Que noite mais trash. Nem preciso dizer que demorei muuuuito pra conseguir dormir, sendo que o PC ainda ficou me acalmando um tempinho. Sabe aquelas frase "amigo é...". Então, não é só aquele que abre a geladeira da sua casa sem pedir, nem que se esparrama no sofá, nem que te ajuda a tirar a mesa depois da muvuca. Tem que vir matar ratos de madrugada também. Afinal, algum defeito a gente tem que ter, né??

Mais um agradecimento público ao PC!! Viva, viva!! E, pra não acharem que é pura falta de assunto pra esse blog, foi registrada a morte do ratatoille...

19 de dezembro de 2008

E os Oscar vai para...




Tenho que admitir publicamente meu dom pra lambanças. Campeã de salto no escuro com barreiras... Imagine isso potencializado pela ansiedade... Meu dia foi assim hoje.


Como boa HA que sou, hoje organizei minha agenda como se esperasse o Armagedon. Fiz tudo o que podia e mais algumas coisas. Isso tudo porque estou organizando minhas tão esperadas férias. Espero por elas há 4 anos. Claro que não estou sem tirar férias há todo esse tempo, mas nenhuma das outras foi assim. Explico: vou levar o filhão pra praia... Nessa perspectiva, sabendo de toda a empolgação dele, nada pode dar errado. Assim passei todo o tempo livre traçando os planos A, B, C... E o tempo indisponível aperfeiçoando esses planos.


Isso sem falar dos preparativos pro Natal, que é outro acontecimento. Tudo minusciosamente organizado pra não existir margem de erro. E a lista de presentes, que parece não acabar nunca... Era tão mais fácil quando morava com a mãe e não tinha esses problemas mundanos...


Seja como for, hoje comecei a procurar os malditos presentes, ô coisa chatinha. Algumas lojas parecem formigueiros... Sem falar que a maioria, como eu, deixou pra última hora e não tem mais estoque dos produtos mais procurados... Ai meus sais!!! (até fiquei pensando se o sapateiro da Mariana estaria explodindo suas vendas e faturando alto em comissões, mas logo voltei pro meu mundinho)


Nesse ritmo de correria, fiquei também pensando nas mais diversas idéias de presentes pra contentar minha lista. Chocolate deve agradar a todos, mas não posso raptar os oompa-loompas. Tentar ser original nessa hora chega a ser um tanto perigoso. Algum iluminado deve ter elaborado uma lista de sugestões super-bem-legal, mas eu (obviamente) perdi essa. Aí o jeito é bater perna (e cabeça). Quando conseguir finalmente arrematar a lista, faço um post comemorativo!!!

7 de dezembro de 2008

Análise de conjuntura...



Passeando pela blogosfera, me deparei com tanta coisa em comum no universo feminino que até poderia repetir a lenda urbana que toda a mulher é igual. Aí decidi deixar de lado as histórias da Tia Patty, ao menos até que ela resolva deixar de lado essas histórias e partir pra outras menos improdutivas...

A mulherada tá mesmo disposta a fazer acontecer. Combinado, vamos dominar o mundo!! Mas daí lembrei de algo que lí em algum lugar (não vou ficar citando todas as fontes aqui porque isso atrasa o post), e é meio assim.

"Acautelem-se, pois, amadas meninas, diante das seduções e os pactos que os machos oferecem, abrindo postos de emprego às mulheres, cedendo-lhes o poder do mando, desde que elas desempenhem, do mesmo modo que eles, a reprodução dos desmantelos de um delírio civilizatório que tudo mata."

Feminismo à parte, vejo uma porção de meninas reproduzindo o que criticamos no macharedo. Sério. Lembrando a adolescência, é parecido. Naquela época, a gente ganhava a balinha do menino, chupava, e guardava o papelzinho na agenda pra mostrar pras amigas depois. Se o papelzinho tivesse um recadinho (ou qualquer bobagem assim), era mais bonitinho ainda. Hoje a gente escolhe o menino, seduz, ele chega com a balinha, compra o papelzinho pra gente chupar a balinha (façam um esforço pra entender o trocadilho), tudo politicamente correto, e depois a gente fica comentando sobre o menino, o papelzinho, a balinha, tudo. E a parte de coletivizar a experiência acaba sendo (muitas vezes) mais divertida que o encontro. Tô mentindo?!

Digo isso por experiência. As histórias da Tia Patty. Ela conta, detalhadamente, os fatos que viram post. E não vamos brigar com ela não. Não por isso. Todo mundo faz isso. Meninos e meninas. E odiamos quando falam da gente, coletivamente, de forma comparativa. Ou não!? Aposto que a maioria de nós prefere uma história de Cinderela à musa de folhetim. Adoramos ser admiradas, postas acima do restante das mortais, mas não desse jeito. Assim como não gostamos de admitir que agimos da mesma forma. Sempre que alguém diz, ou insinua isso, escuta um mas é diferente de uma de nós. Onde está a diferença?!
Também não estou aqui chamando ninguém de cafa, nem dando a entender que todos os corpos que passaram pela gente viraram item de roda feminina, puramente. A gente se envolve, sente, sofre, vibra, curte, projeta. Mas também comentamos. Detalhadamente. Às vezes, até de forma ilustrativa. E nos decepcionamos profundamente quando descobrimos que comentaram sobre nós também. Dói. A gente se sente um bife na prateleira do açougue.

De onde surgiu esse assunto?? Ontem resolvi assistir O DIÁRIO DE BRIGIT JONES (sim, sei que não é o melhor programa pruma sexta) e fiquei rindo sozinha dos amigos dela propondo o brinde de aniversário ("porque nós a amamos exatamente como ela é") . Somos românticas. Somos decididas. Somos bem-intensionadas. Mas não sabemos não comentar as coisas boas (principalmente) que nos acontecem. E, muitas vezes, os nossos ouvintes também não sabem não comentar. E isso agiliza todo o processo de rádio-corredor, pelo qual somos tão conhecidas. Meninos, acreditem, não é por mal. Nem por ideal de competição. É apenas uma forma de trazer pro grupo as coisas boas que vivemos, já que coisa chata pra contar a gente sempre tem sobrando. Isso quando não estamos naquela fase sem-nada-pra-contar, mas isso é assuto pra outro post.

Só gostaria de registrar aqui que não comentamos de forma comparativa. Apenas narramos os fatos. Às vezes, raramente, nos damos ao trabalho de analisar os fatos. Mas isso não vale pra tudo o que vivemos. Na maioria das vezes, apenas registramos as coisas importantes...

30 de novembro de 2008

E depois da tempestade... vem a chuva de sapos!!!!

Me obrigo aqui a reconstituir o findi da Tia Patty, pois ontem saímos pra beber todas e soube da história em detalhes...

No dito final de semana, eles se encontraram no sábado pela manhã, mas ele tinha ido pra casa do primo ainda na 6ª à noite. Quando foi encontrá-la no aeroporto, ela já encontrou nele vestígios da noite anterior. Quando questionado, ele só disse que o tio tinha feito uma galinhada em casa e que ele tinha ficado bebendo com os primos até beeem tarde. Pra não deixar de ser bonitinho, mostrou a roupa que tinha comprado só pra encontrá-la e tal. Sábado bem legal (ela mantém que ele é amador, mas admite que gostou muito), domingo bem legal, ele foi embora, ela veio embora.
Na 2ª feira, ela vai deixar um recado no orkut do moço quando (pasmem!!) encontra nas atualizações novas fotos dele. Nestas fotos está ele com uma moça (veja acima), usando a mesma roupa que estava quando foi encontrá-la no aeroporto... Primeiro surto. Ela, não querendo acreditar, pergunta se a foto corresponde aos acontecimentos da galinhada. Ele nega, que imagina, por que ele faria uma coisa dessas com ela, capaz... Algum tempo depois ela lembra que a bermuda que ele tá usando é uma das roupas que ele alega ter comprado pra encontrá-la!!! Chamar de amador é pouco... Descobrimos, afinal, o segredo da galinhada!! Depois do segundo surto, ela pensa bem e resolve se reaproximar do Sr. Bife, que não fazia essas ogrices. Nem preciso expressar opinião aqui, né?!

Ontem marcamos uma saidinha pra colocar a cabeça em ordem e pra que ela saísse de casa. E pra não dizer que não valeu de nada, ela está aprendendo a jogar sinuca. E planejando a viagem de férias sozinha (parabéns pra ela!!!). E jurando que alguém rogou praga e, apenas por isso, ela não consegue se relacionar com pessoas como ela. Ora, vamos registrar aqui a opinião da maioria de nós: Homem é produto quase em falta no mercado. Ou é a região onde eu moro que tem a maior concentração de ogros por m2. Histórias como essa da Tia Patty acontecem aos baldes aqui, das mais diversas formas. Aí deixo a dúvida: nós somos exigentes demais, ou esses meninos realmente acreditam que existem 10 mulheres pra cada homem no planeta e que eles podem se relacionar com as 10 simultaneamente??

23 de novembro de 2008

Quem inventou a distância não sabia o que era saudade...

Então, Tia Patty voltou do encontro com o pf. Segundo ela, o guri não tem talento mesmo, mas foi um Lord. Quem disse que educação não é importante... Não entendi direito como foi isso, mas ela garante. Findi perfeito, hotel, passeios, comidinha no quarto, essas coisas que só férias nos garantem. Segundo ela, valeu cada centavo investido. E, pasmem, o medo dela tornou-se injustificado. Ele continua igual com ela, sem nada que dê margem a desconfiança. Já fizeram planos, continuam programando encontros, coisarada. Fico feliz por ela, de verdade, já chegava da vida no pântano... Segundo ela, até o sr. Bife é passado agora... Ave Cesar!!!

Agora, enquanto isso, na BatCaverna, as coisas continuam estranhas nesse meu lado do rio. Inferno astral é pouco. São questões no trabalho que não andam (juro que não é apenas ansiedade, são prazos chegando sem resultados), essa TPM que nunca mais acaba (desta vez se foram meus estoques de chocolate e café), projetos pessoais engessados em virtude dos profissionais que não andam, muvuca típica de final de ano. Pro ano que vem eu prometo que... não vou prometer nada!! Mesmo. Nunca levei tão a sério a frase cuidado com o que você pede, pois você pode conseguir. Esse ano tinha me voltado pro trabalho, já que tava na hora de colocar as coisas nos eixos e parar de brincar de gente grande. Tinha alguns projetos engavetados e fui a eles. Pra quê, né?! Não posso reclamar que não consegui, mas em compensação o resto não andou. Mal tinha tempo pra molhar as plantas, juro. Algumas, inclusive, não resistiram a esse período. Ficou um cacto, guerreiro, que parece ter entrado em minha vida pra ficar!!! Agora tudo parece que voltará ao normal, em breve...

Então, assim que surgirem novidades, vou atualizando aqui. Isso tem sido um exercício de persistência pra mim. Vejam a hora das postagens... Mas, aqui na Terra do Nunca, é assim mesmo. Quando descansa, carrega pedra. E quem disse que o findi é pra descansar, né??

14 de novembro de 2008



Depois de um longo período de sumiço, achei um tempinho pra voltar a escrever aqui. Gente, sem noção da correria. Sei que tá assim pra todo mundo, mas mantenho minha opinião. Quem me conhece bem sabe a raiva que eu tenho da infeliz que teve a idéia reveladora de queimar seu sutiã em praça pública. Mesmo. Machismo X Feminismo à parte, já tínhamos problemas suficientes antes. Vamos exemplificar...
Antes desse marco da libertação feminina, em torno do que girava o mundo??? Da gente. Sim, nossos bofes atravessavam os mares em busca de quê?! Tecidos, especiarias, e tudo isso pra quem??? Pra nós... Enquanto isso ficávamos sentadinhas no nosso castelinho aguardando. Os casamentos também duravam mais. Afinal, quando a gente estivesse começando a enjoar da relação, vinha a guerra, e os bofes ficavam muuuuuito tempo longe. E a gente continuava no nosso castelinho. Hoje, apesar de constatado o avanço das mulheres na história (há quem diga que esse resultado não foi previsto nem pela mais otimista das feministas), acabamos acumulando função. Sem falar que isso gerou o conhecido "feminismo de conveniências". A gente conquistou o mercado de trabalho. Ótimo. Mesmo. Genial. Mas, na maioria dos casos, estatisticamente falando, conseguimos fazer os bofes dividirem igualmente as tarefas da casa?! Não. Claro que não. Eles mal aprenderam a baixar a tampa. Nem as pilhas do controle remoto trocam. Aquelas gentilezas que nossas mães tanto comentam (como puxar a cadeira, abrir portas, etc) nós mal sabemos o que é. Hoje nós conseguimos comprar nossos carros, somos independentes. Mas daí temos que dirigir. E agüentar vários babacas fazendo gracinhas. Trabalhamos, somos donas do nosso dinheiro, mas temos que ter conhecimento específico pra aplicá-lo também. Afinal, se trabalhamos, ganhamos, e não poupamos, ainda somos taxadas de consumistas.
Muitas devem estar afirmando que é só não dar ouvidos. Concordo. As pessoas têm a importância que damos a elas. Mas, independente de como encaramos esse preconceito, ele existe. E toda a nossa conquista histórica ainda não deu conta dele...
Por que estou postando isso justamente hoje?! Não estamos nem perto do Dia da Mulher pra que eu comece a apresentar minha insatisfação. É justamente por causa da correria. Acompanhando a blogsfera, tenho visto mulheres com esse problema: a falta de tempo. Tem o cachorro querendo passear, a reunião na escola dos filhos, o ambiente de trabalho se transformando num circo de horrores, o horário do supermercado que não ajuda (porque todas as outras compras fazemos pela Santa Internet pra não perder mais tempo), o metrô lotado, a grana curta, o celular sem bateria, todo esse caos. E quando resolvemos tirar um tempo pra desestressar, ainda tem os ogros classificando a gente tal qual bife em açougue. Sem contar os que já tem algum tipo de compromisso e insistem em desperdiçar nosso tempo. Alguém aqui discorda??
A gente dá duro. Mesmo. Coordena a casa, o cachorro, a empregada, os filhos, decora o horário de várias linhas de ônibus (assim como a nossa agenda e de quem mais dividir teto conosco), faz lista de compras, molha as plantas, combate o mosquito da dengue, doa sangue, aprende outro idioma, algum esporte pra preservar a saúde física e mental. Também controlamos as contas, o colesterol, a TPM, a previsão do tempo, o desperdício d'água, separa o lixo... E não perdemos a esperança. Acho essa a melhor parte. Longe de mim esse discurso de coitadas de nós. Não mesmo. Discordo das que pensam que alcançamos tudo que queríamos, isso sim. Mas estamos cada vez melhores.
Então, pra essa mulherada guerreira (independente das convicções de cada uma), deixo a fotinho de abertura. Certamente não agradará a todas, mas creio que boa parte sim.


PS.: Hoje chegaram as fotos do curso. Ficaram ótimas. Mesmo. Estou orgulhosa!!! :D

3 de novembro de 2008

Tia Patty foi às compras...

Sei que a gente leva fama de consumista e tal. Nem vou entrar no mérito. Mas Tia Patty me contou uma genial essa semana. Vamos do começo...
Conversávamos sobre o dilema lanchinhos X potinhos. Explico: lanchinhos são aqueles que ficam na geladeira pra hora que bater a fome (vide manualdocafageste); potinhos de água são aqueles que a gente não divide com mais ninguém. Ela tava falando que não acredita mais nas pessoas e todo esse blábláblá ultra-revolucionário. Eu, como sou de outro mundo, tava defendendo o outro lado. Adoro os sintomas da paixonite. Mesmo. Tava justamente falando isso: adoro as borboletas no estômago, as mãos suando, o frio na barriga, o riso desajeitado, tudo isso. Nem tinha terminado minha tese quando ela soltou a máxima: toma ácido, é a mesma coisa... Eu sei, menos, mas foi o que ouvi. E não que ela não seja romântica também, ela é, só não gosta de ser. Exemplo. Vocês lembram do dilema pf X sr. bife?? O pf tinha sido um erro, amador, tudo isso que ela falou. Mas agora ela quer. E mais, tratou de marcar outros encontros com ele, pra garantir. Ela jura que não é lanchinho, então só pode ser paixonite. Como ela tem problemas com o DDD (sempre acaba se envolvendo com pessoas de outro DDD), combinou com o moço uma viagem pra praia, perfeita, tudo organizadinho, findi só pra eles. Um programinha básico, não tem o que dar errado, é isso que importa. Mas não foi SÓ isso... Ela foi comprar CUECAS pro pf... E, claro, lingerie pra ela... O mais bizarro não foi a atitude, mas ela continuar afirmando que é só um pf, que não significa nada...
Hoje a conversa foi diferente, por outro viés. Ela me contando que tá com saudade, que não vê a hora de rever o moço, que tá empolgada e tal. Aí me pergunto: é ou não é?!

Como moças desastradas que somos, ficamos avaliando a conjuntura toda, esperando o que vai dar errado... O moço vai, isso já está confirmado. Ela vai, isso já está subentendido. As compras vão também, se ela não se emocionar e esquecer de colocar na mala. O que falta agora?! Só falta acontecer de fato, mas ela já está cheia de dúvidas e teses. Sabe que algo vai dar errado... Sem sequer saber o que vai acontecer, os programas que vão fazer, só sabe que algo vai acontecer... Síndrome de gente com o dedo podre...

14 de outubro de 2008

E o curso terminou...

Gente, concluindo o tópico anterior, vou contar o restante do curso. Claro, atendendo também ao pedido da "equipe etílico-cultural", vou tentar fechar esse assunto, que me garantiu algumas risadas...
No segundo dia do curso, o assunto era strip tease. Antes que eu me esqueça de registrar aqui, ninguém nunca mais xinga a Flávia Alessandra na minha frente. Verdade. Depois do último papel dela, virei fã. Quando as pessoas souberem o quanto são difíceis aqueles movimentos de strip e pole dance, ninguém mais vai dizer que mulher como ela só serve pra rebolar. Francamente, é difícil demais... Explico, pessoas descoordenadas como eu deveriam ser poupadas disso, mas nem posso dizer que foi um mico gratuito porque eu tinha me inscrito e pago pelo curso.
O primeiro exercício era simular um strip sozinha. Calculem o constrangimento. Até porque, eram 22 mulheres, como já disse, e cada uma teve que dançar um pouquinho. Tudo bem, era pra quebrar o gelo, disse a teacher. Depois disso, vieram os exercícios em dupla. Isso também foi muito divertido. Tínhamos que simular o strip olhando beeeeem dentro dos olhos de outra pessoa. Uma mulher, no caso. Não tem como ficar séria encarando uma mulher. Preconceito a parte, a cena era meiga: a turma dividida em duas e esses dois grupos distribuídos em filas paralelas, de frente uma pra outra. Isso já era bem embaraçoso, porque além de ter que encarar a coleguinha da frente, estávamos na vitrine das outras 10 da fila. Enfim... O último exercício eram as técnicas de strip. Aprender a tirar a roupa mesmo, a usar a cadeira (!!!) e toda essa parafernalha. Não vou dizer que não foi divertido, mas realmente não é fácil a dita técnica. São vários detalhes que nos condenam segundo o olhar crítico da teacher.
No dia seguinte, tínhamos as fotos. Cada aluna faria um book de playboy. Não de fotos ginecológicas, mas de fotos beem sensuais. Lá fomos nós de novo. Imaginava um clima estranho, pois não é comum pra mim tirar fotos nesses trages, ainda mais fazendo caras e bocas. Lembrei de várias playgirls que disseram que o gelo é apenas no começo, depois fica divertido. Desconfiava que não, mas fui mesmo assim. Lá, no estúdio de Deise, começou o purgatório pra mim. Cada orientação dela parecia vir em morse, ou algo assim. Não entendia nada. Segui todas as dicas, claro, mas ficava pensado qual seria o resultado. Realmente, com o tempo, foi passando o constrangimento e no final da sessão já estávamos rindo juntas. Depois de lá, continuei pensando em qual seria o resultado. Como eu me veria naquelas fotos (não tinha nem idéia de quantas haviam sido tiradas). Marcamos um horário no dia seguinte para vê-las.
No terceiro e último dia de curso, eram dicas de sexo. Não é necessário reproduzí-las aqui, assim como não é necessário comentar as risadas. A mulherada estava a mil... Última noite, conversa flui melhor, todas já se conheciam bem, e o papo andou mesmo.
Na 6ª fui ver as fotos. Gente, vocês não acreditam... Ficaram ótimas. Sem nenuma prepotência, adorei o tal book. Elas demoram a vir, como eu já esperava, mas tenho que admitir que o resultado da sessão me surpreendeu. Seja como for, somente em 2009 vou poder passar por isso novamente. Até lá, só babando nessas fotos....
O papo de hoje é sobre outra menina Gorpo, a "Tia Patty". Antes de contar a história dela, e sua contínua falta de sorte, vou falar da Tia Patty.
O motivo do apelido é a tia de Bart Simpson, irmã de Marge. Sim. Ela mesma. Sempre brincamos que nós duas seríamos como Patty e Selma Bouvier, solteironas. Como o pessoal da nossa antiga turma resolveu formar pares e partir rumo à Arca de Noé, acho que será isso mesmo. Tia Patty é uma pessoa beeeeem legal, anti-social, odeia sair de casa (um dos motivos da solteirice, claro) e tem uma sorte digna de hiena. Vive se metendo em roubadas, mesmo sendo tão legal quanto vocês estão imaginando.

No último final de semana tinha viajado pra encontrar um pf de outra cidade. Explico: tinha uma história mal resolvida com um cafa de plantão que, segundo ela, foi o bife mais suculento que já comeu na vida. O cara parece um baita mala, mesmo eu nunca tendo conversado com o indivíduo. Marca mil coisas, desmarca com a mesma facilidade, vive dando bolos nela, mas ela o adora. Vai entender. Nesse caso, só terapia de choque resolve. Choque elétrico, claro. Mas, voltando, tínhamos conseguido convencê-la a se dar uma chance e conhecer alguém mais legal que o sr. Bife. Depois de alguns meses de conversa, ela resolveu se arriscar com esse pf. Da mesma cidade do sr. Bife, mas tudo bem, isso é só um detalhe a ser administrado. Muitos preparativos, muita conversa e muito medo, mas ela foi. Hoje consegui falar com ela sobre o final de semana, porque admito que não agüentava mais. Adivinha o que ela me disse?!? Que foi péssimo...

Claro que minha primeira reação foi apostar no exagero de Tia Paty. Afinal, até 5ª feira o guri era super interessante e ela mal podia esperar pra vê-lo. Não era um completo desconhecido. É amigo dos primos dela, enfim, já tinham feito algumas festas junto e o guri parecia estar dando sopa. Conversavam diariamente, ela já tinha mencionado que ele era meio tipinho, mas 'cavalo dado não se olha os dentes', já dizia minha mãe.

Quando ela começou a me contar os detalhes, juro que agradeci por estarmos conversando no msn. Motivo?! Eu não conseguia parar de rir. Pense numa situação engraçada. Além do guri ser um mala, era amador. E ninguém gosta desse tipo de surpresas. Afinal, viajar kilômetros pra ver alguém exige o mínimo de recompensa, vamos combinar. E essa história que sexo é como pizza (é-bom-até-quando-é-ruim) é a maior bobagem do mundo. Sexo, quando é ruim, é péssimo...

E assim foi com Tia Patty. Péssimo. Fora os fiascos e pitis do guri. Isso também conta pontos. Negativos, mas conta. E, no caso dele, só serviu pra deixar ela com mais saudade do Sr. Bife. Isso sim, é péssimo. Então, Tia Patty, pense nisso.

6 de outubro de 2008

Coisas de gente de pouca sorte...

Imaginem que eu resolvi sair da rotina. Cansada do dia-a-dia que levo, resolvi fazer alguma coisa que me tirasse do itinerário casa-trabalho-escola-mercado-casa. Mas, o que fazer??
Como se o acaso existisse, me ligaram sobre um curso que havia deixado o nome na lista de espera, há apenas 6 anos... Nem preciso dizer que a ligação era para outra pessoa (homônimos...). Mas acabaram me avisando, a idéia parecia boa, não muito dinheiro a ser investido e apenas três noites de curso. Detalhes: esta época do ano é a mais corrida no meu trabalho, nível de stress máximo. Ponderei, pensei, repensei, e fui. Detalhe 2: o curso é de 'sensualidade'...
Passei um bom tempo me perguntando o que seria tratado no curso, considerando 'sensualidade' um tema bastante amplo. Não resisti e, antes de fazer a inscrição, fui até o estabelecimento que está promovendo o curso me informar. Vale registrar aqui, pra situar o leitor, que sou uma pessoa absolutamente travada. Fobia social mesmo. Bastante despachada entre amigos e conhecidos, mas fechada com desconhecidos e similares. Me enchi de coragem, respirei fundo e fui. As mulheres que davam informações foram muito simpáticas, evasivas e me disseram que o curso seria em ritmo de bate-papo. Oba!! A idéia foi tomando forma, fui gostando mais, mas ainda faltava saber que raios ESPECIFICAMENTE tratava o curso. Como se não soubesse o que eu esperava ouvir, a moça que dava informações me passou o site da 'facilitadora' (esses termos todos me dão uma idéia fixa de encrenca, sempre) para que eu mesma visse tudo o que seria abordado no tal curso. Corri pra casa conferir...
Ao abrir o tal site, aparece a facilitadora em roupas super sensuais, mesmo não sendo ela nenhuma Angelina Jolie, em poses seguras e sedutoras. Entrei nos cursos. Vários. Nem sabia exatamente qual seria o programa abordado aqui. Mexi, cliquei, li, voltei, e achei o curso na AGENDA. Em formato de palestra, abordaria sensualidade, melhora da auto-estima, técnicas de sedução, strip tease, massagem sensual, vida conjugal e (pasmem!!) o universo masculino!!!!! Nem preciso dizer que esse argumento foi definitivo pra minha inscrição. Um dos maiores mistérios da humanidade desvendado assim, publicamente e a preço de banana?! Não poderia continuar existindo sem isso...

Hoje era o primeiro encontro. Novamente, respirei fundo, tomei coragem e fui. Chegando no local, prontinha pra me informar sobre a sala onde aconteceria a aula, dou de cara com um conhecido. Tomei fôlego, respirei, sorri e perguntei, num tom bem blasé, onde aconteceria o curso promovido pelo estabelecimento tal. Ele torceu o nariz, pensou e disse que não sabia. Ótimo, situação resolvida. Agora era só dar meia-volta, fingir que não era comigo e esperar que uma mulher passasse pela portaria para seguí-la. Simples assim. Nem havia terminado de pensar, aparece outra funcionária pra ajudar. 'Ah, o curso da fulana, é na sala B'. Pensem numa cara de deboche, um sorriso de canto e uma olhada reveladora. Foi assim que o conhecido reagiu. Como desgraça pouca é bobagem, devo ter ficado roxa, enquanto gaguejava um 'obrigada' e tentava juntar meus cacos do chão pra chegar até a tal sala B.

Explico: em cidades menores esses cursos são mais camuflados. Não moro numa cidade propriamente pequena, mas suficientemente conservadora. Consegui visualizar perfeitamente o conhecido comentando, com outros conhecidos, que tinha me visto entrar no curso citado, com riqueza de detalhes. Inferno!! Mas não voltaria dali. Cheguei na sala, fiz minha inscrição e comecei a pensar numa desculpa convincente pra despejar sobre quem viesse me perguntar qualquer coisa. Até encontrei algumas. Mas pensei 'dane-se' e esperei, sentadinha, a chegada da facilitadora.

A abençoada chegou, toda bonitona, no mesmo estilo das fotos exibidas no site. Conversou um pouco sobre as diferenças entre o universo feminino e masculino, deu dicas básicas e imprescindíveis pra vida conjugal, a conversa foi esquentando e em uma hora todas nós estávamos gargalhando perante os comentários da teacher. E sair dali depois...

Quase 23:30hs, e eu teria que enfrentar a recepção, novamente. Mentalizei a cor azul, ensaiei um mantra e fui. Claro que o conhecido continuava ali, mas consegui passar no meio daquela multidão de mulheres gargalhando... Amanhã, dentro do possível, dou tchauzinho pra ele. Com cuidado, é claro, pra não tropeçar, nem escorregar, nem torcer o pé...

24 de agosto de 2008

As meninas Gorpo

Definir as "meninas Gorpo" não é fácil. Nem tããão difícil assim. São aquelas meninas desastradas, curiosas e sempre, sempre, agitadas. A alusão é justamente ao fofíssimo Gorpo, aquele maguinho dos desenhos do HE-MAN (quem não lembra das suas confusões?!). Assim são essas meninas: confusas, atrapalhadas, bem-humoradas...
E essas meninas tem o faro por encrencas. Faro e predileção, eu diria. Uma sorte invejável, pois algo tem que protegê-las, um senso prático incomum, e a capacidade de fazer histórias. Boas histórias. E essas sempre estarão por aqui...