14 de outubro de 2008

E o curso terminou...

Gente, concluindo o tópico anterior, vou contar o restante do curso. Claro, atendendo também ao pedido da "equipe etílico-cultural", vou tentar fechar esse assunto, que me garantiu algumas risadas...
No segundo dia do curso, o assunto era strip tease. Antes que eu me esqueça de registrar aqui, ninguém nunca mais xinga a Flávia Alessandra na minha frente. Verdade. Depois do último papel dela, virei fã. Quando as pessoas souberem o quanto são difíceis aqueles movimentos de strip e pole dance, ninguém mais vai dizer que mulher como ela só serve pra rebolar. Francamente, é difícil demais... Explico, pessoas descoordenadas como eu deveriam ser poupadas disso, mas nem posso dizer que foi um mico gratuito porque eu tinha me inscrito e pago pelo curso.
O primeiro exercício era simular um strip sozinha. Calculem o constrangimento. Até porque, eram 22 mulheres, como já disse, e cada uma teve que dançar um pouquinho. Tudo bem, era pra quebrar o gelo, disse a teacher. Depois disso, vieram os exercícios em dupla. Isso também foi muito divertido. Tínhamos que simular o strip olhando beeeeem dentro dos olhos de outra pessoa. Uma mulher, no caso. Não tem como ficar séria encarando uma mulher. Preconceito a parte, a cena era meiga: a turma dividida em duas e esses dois grupos distribuídos em filas paralelas, de frente uma pra outra. Isso já era bem embaraçoso, porque além de ter que encarar a coleguinha da frente, estávamos na vitrine das outras 10 da fila. Enfim... O último exercício eram as técnicas de strip. Aprender a tirar a roupa mesmo, a usar a cadeira (!!!) e toda essa parafernalha. Não vou dizer que não foi divertido, mas realmente não é fácil a dita técnica. São vários detalhes que nos condenam segundo o olhar crítico da teacher.
No dia seguinte, tínhamos as fotos. Cada aluna faria um book de playboy. Não de fotos ginecológicas, mas de fotos beem sensuais. Lá fomos nós de novo. Imaginava um clima estranho, pois não é comum pra mim tirar fotos nesses trages, ainda mais fazendo caras e bocas. Lembrei de várias playgirls que disseram que o gelo é apenas no começo, depois fica divertido. Desconfiava que não, mas fui mesmo assim. Lá, no estúdio de Deise, começou o purgatório pra mim. Cada orientação dela parecia vir em morse, ou algo assim. Não entendia nada. Segui todas as dicas, claro, mas ficava pensado qual seria o resultado. Realmente, com o tempo, foi passando o constrangimento e no final da sessão já estávamos rindo juntas. Depois de lá, continuei pensando em qual seria o resultado. Como eu me veria naquelas fotos (não tinha nem idéia de quantas haviam sido tiradas). Marcamos um horário no dia seguinte para vê-las.
No terceiro e último dia de curso, eram dicas de sexo. Não é necessário reproduzí-las aqui, assim como não é necessário comentar as risadas. A mulherada estava a mil... Última noite, conversa flui melhor, todas já se conheciam bem, e o papo andou mesmo.
Na 6ª fui ver as fotos. Gente, vocês não acreditam... Ficaram ótimas. Sem nenuma prepotência, adorei o tal book. Elas demoram a vir, como eu já esperava, mas tenho que admitir que o resultado da sessão me surpreendeu. Seja como for, somente em 2009 vou poder passar por isso novamente. Até lá, só babando nessas fotos....
O papo de hoje é sobre outra menina Gorpo, a "Tia Patty". Antes de contar a história dela, e sua contínua falta de sorte, vou falar da Tia Patty.
O motivo do apelido é a tia de Bart Simpson, irmã de Marge. Sim. Ela mesma. Sempre brincamos que nós duas seríamos como Patty e Selma Bouvier, solteironas. Como o pessoal da nossa antiga turma resolveu formar pares e partir rumo à Arca de Noé, acho que será isso mesmo. Tia Patty é uma pessoa beeeeem legal, anti-social, odeia sair de casa (um dos motivos da solteirice, claro) e tem uma sorte digna de hiena. Vive se metendo em roubadas, mesmo sendo tão legal quanto vocês estão imaginando.

No último final de semana tinha viajado pra encontrar um pf de outra cidade. Explico: tinha uma história mal resolvida com um cafa de plantão que, segundo ela, foi o bife mais suculento que já comeu na vida. O cara parece um baita mala, mesmo eu nunca tendo conversado com o indivíduo. Marca mil coisas, desmarca com a mesma facilidade, vive dando bolos nela, mas ela o adora. Vai entender. Nesse caso, só terapia de choque resolve. Choque elétrico, claro. Mas, voltando, tínhamos conseguido convencê-la a se dar uma chance e conhecer alguém mais legal que o sr. Bife. Depois de alguns meses de conversa, ela resolveu se arriscar com esse pf. Da mesma cidade do sr. Bife, mas tudo bem, isso é só um detalhe a ser administrado. Muitos preparativos, muita conversa e muito medo, mas ela foi. Hoje consegui falar com ela sobre o final de semana, porque admito que não agüentava mais. Adivinha o que ela me disse?!? Que foi péssimo...

Claro que minha primeira reação foi apostar no exagero de Tia Paty. Afinal, até 5ª feira o guri era super interessante e ela mal podia esperar pra vê-lo. Não era um completo desconhecido. É amigo dos primos dela, enfim, já tinham feito algumas festas junto e o guri parecia estar dando sopa. Conversavam diariamente, ela já tinha mencionado que ele era meio tipinho, mas 'cavalo dado não se olha os dentes', já dizia minha mãe.

Quando ela começou a me contar os detalhes, juro que agradeci por estarmos conversando no msn. Motivo?! Eu não conseguia parar de rir. Pense numa situação engraçada. Além do guri ser um mala, era amador. E ninguém gosta desse tipo de surpresas. Afinal, viajar kilômetros pra ver alguém exige o mínimo de recompensa, vamos combinar. E essa história que sexo é como pizza (é-bom-até-quando-é-ruim) é a maior bobagem do mundo. Sexo, quando é ruim, é péssimo...

E assim foi com Tia Patty. Péssimo. Fora os fiascos e pitis do guri. Isso também conta pontos. Negativos, mas conta. E, no caso dele, só serviu pra deixar ela com mais saudade do Sr. Bife. Isso sim, é péssimo. Então, Tia Patty, pense nisso.

6 de outubro de 2008

Coisas de gente de pouca sorte...

Imaginem que eu resolvi sair da rotina. Cansada do dia-a-dia que levo, resolvi fazer alguma coisa que me tirasse do itinerário casa-trabalho-escola-mercado-casa. Mas, o que fazer??
Como se o acaso existisse, me ligaram sobre um curso que havia deixado o nome na lista de espera, há apenas 6 anos... Nem preciso dizer que a ligação era para outra pessoa (homônimos...). Mas acabaram me avisando, a idéia parecia boa, não muito dinheiro a ser investido e apenas três noites de curso. Detalhes: esta época do ano é a mais corrida no meu trabalho, nível de stress máximo. Ponderei, pensei, repensei, e fui. Detalhe 2: o curso é de 'sensualidade'...
Passei um bom tempo me perguntando o que seria tratado no curso, considerando 'sensualidade' um tema bastante amplo. Não resisti e, antes de fazer a inscrição, fui até o estabelecimento que está promovendo o curso me informar. Vale registrar aqui, pra situar o leitor, que sou uma pessoa absolutamente travada. Fobia social mesmo. Bastante despachada entre amigos e conhecidos, mas fechada com desconhecidos e similares. Me enchi de coragem, respirei fundo e fui. As mulheres que davam informações foram muito simpáticas, evasivas e me disseram que o curso seria em ritmo de bate-papo. Oba!! A idéia foi tomando forma, fui gostando mais, mas ainda faltava saber que raios ESPECIFICAMENTE tratava o curso. Como se não soubesse o que eu esperava ouvir, a moça que dava informações me passou o site da 'facilitadora' (esses termos todos me dão uma idéia fixa de encrenca, sempre) para que eu mesma visse tudo o que seria abordado no tal curso. Corri pra casa conferir...
Ao abrir o tal site, aparece a facilitadora em roupas super sensuais, mesmo não sendo ela nenhuma Angelina Jolie, em poses seguras e sedutoras. Entrei nos cursos. Vários. Nem sabia exatamente qual seria o programa abordado aqui. Mexi, cliquei, li, voltei, e achei o curso na AGENDA. Em formato de palestra, abordaria sensualidade, melhora da auto-estima, técnicas de sedução, strip tease, massagem sensual, vida conjugal e (pasmem!!) o universo masculino!!!!! Nem preciso dizer que esse argumento foi definitivo pra minha inscrição. Um dos maiores mistérios da humanidade desvendado assim, publicamente e a preço de banana?! Não poderia continuar existindo sem isso...

Hoje era o primeiro encontro. Novamente, respirei fundo, tomei coragem e fui. Chegando no local, prontinha pra me informar sobre a sala onde aconteceria a aula, dou de cara com um conhecido. Tomei fôlego, respirei, sorri e perguntei, num tom bem blasé, onde aconteceria o curso promovido pelo estabelecimento tal. Ele torceu o nariz, pensou e disse que não sabia. Ótimo, situação resolvida. Agora era só dar meia-volta, fingir que não era comigo e esperar que uma mulher passasse pela portaria para seguí-la. Simples assim. Nem havia terminado de pensar, aparece outra funcionária pra ajudar. 'Ah, o curso da fulana, é na sala B'. Pensem numa cara de deboche, um sorriso de canto e uma olhada reveladora. Foi assim que o conhecido reagiu. Como desgraça pouca é bobagem, devo ter ficado roxa, enquanto gaguejava um 'obrigada' e tentava juntar meus cacos do chão pra chegar até a tal sala B.

Explico: em cidades menores esses cursos são mais camuflados. Não moro numa cidade propriamente pequena, mas suficientemente conservadora. Consegui visualizar perfeitamente o conhecido comentando, com outros conhecidos, que tinha me visto entrar no curso citado, com riqueza de detalhes. Inferno!! Mas não voltaria dali. Cheguei na sala, fiz minha inscrição e comecei a pensar numa desculpa convincente pra despejar sobre quem viesse me perguntar qualquer coisa. Até encontrei algumas. Mas pensei 'dane-se' e esperei, sentadinha, a chegada da facilitadora.

A abençoada chegou, toda bonitona, no mesmo estilo das fotos exibidas no site. Conversou um pouco sobre as diferenças entre o universo feminino e masculino, deu dicas básicas e imprescindíveis pra vida conjugal, a conversa foi esquentando e em uma hora todas nós estávamos gargalhando perante os comentários da teacher. E sair dali depois...

Quase 23:30hs, e eu teria que enfrentar a recepção, novamente. Mentalizei a cor azul, ensaiei um mantra e fui. Claro que o conhecido continuava ali, mas consegui passar no meio daquela multidão de mulheres gargalhando... Amanhã, dentro do possível, dou tchauzinho pra ele. Com cuidado, é claro, pra não tropeçar, nem escorregar, nem torcer o pé...